"Lembro que sempre sonhei viver de amor e palavra." Herbert Vianna

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sexta-feira, 28 de outubro de 2011

Mesmo nos meus sonhos,eu sou um idiota que sabe que está prestes a despertar para a realidade.
Se eu pudesse apenas evitar dormir.
Mas não posso.
Eu tento dizer a mim mesmo o que sonhar.
Tento sonhar que estou voando.
Algo livre.
Isso nunca funciona.

David Aames (Vanilla Sky)

segunda-feira, 22 de agosto de 2011

"A poesia prevalece"

"O sonho parece verdade quando a gente esquece de acordar.."


"Borboleta parece flor que o vento tirou pra dançar..."



Este final de semana a cidade onde vivo, Planaltina, foi palco de um espetáculo, um dos shows mais lindos que já tive o prazer de presenciar, se não tiver sido o mais. Foi circo, cena, arte, música, cultura, emoção, magia. Foi mágico. Foi teatral. Foi Teatro Mágico. *_*


Pra quem não sabe, O Teatro Mágico (TM) é um grupo musical, político, brasileiro formado em 2003 na cidade de Osasco, São Paulo, criado por Fernando Anitelli. O TM é um projeto que reúne elementos do circo, do teatro, da poesia, da música, da literatura, da política e do cancioneiro popular tornando possível a junção de diferentes segmentos artísticos numa mesma apresentação.



Acredito ser esse projeto a representação bela do cenário musical brasileiro, mostrando a mistura dos ritmos de nosso país, com ritmos mundiais...
E,"porque é que não se junta tudo numa coisa só?" 

quinta-feira, 18 de agosto de 2011

"Se podes olhar, vê. Se podes ver, repara."

Primeiramente sobre um homem. Um escritor. Um ateu. Um português.
Me apaixonei por ele. E me apaixono mais ainda a cada linha que leio de cada livro dele.
JOSÉ SARAMAGO.

José de Sousa Saramago (16/11/1922 - 18/06/2010) foi um escritor, argumentista, jornalista, dramaturgo, contista, romancista e poeta português.
Nasceu no distrito de Santarém, na província geográfica do Ribatejo, no dia 16 de Novembro, embora o registo oficial apresente o dia 18 como o do seu nascimento. Saramago, conhecido pelo seu ateísmo e iberismo, foi membro do Partido Comunista Português e foi director-adjunto do Diário de Notícias. Foi, em 1992, um dos fundadores da Frente Nacional para a Defesa da Cultura (FNDC). Casado, em segundas núpcias, com a espanhola Pilar del Rio, Saramago viveu na ilha espanhola de Lanzarote, nas Ilhas Canárias. 



Já tive o prazer de ler "Ensaio sobre a Cegueira", " O evangelho segundo Jesus Cristo" e "As palavras de Saramago". E no momento estou lendo "Ensaio sobre a lucidez" que futuramente postarei algo aqui. =)
 Mas hoje, vou falar do "Ensaio sobre a Cegueira".



Ensaio sobre a Cegueira é um romance publicado em 1995 e traduzido para diversas línguas. A obra se tornou uma das mais famosas de seu autor.
Aos olhos de Saramago "este é um livro francamente terrível com o qual eu quero que o leitor sofra tanto como eu sofri ao escrevê-lo. Nele se descreve uma longa tortura. É um livro brutal e violento e é simultaneamente uma das experiências mais dolorosas da minha vida. São 300 páginas de constante aflição. Através da escrita, tentei dizer que não somos bons e que é preciso que tenhamos coragem para reconhecer isso."


Resumo da obra:  Esta obra, de José Saramago, faz uma intensa crítica aos valores da sociedade, e ao que acontece quando um dos sentidos vitais falta à população.
A cegueira começa num único homem, durante a sua rotina habitual. Quando está sentado no semáforo, este homem tem um ataque de cegueira, e é aí, com as pessoas que correm em seu socorro que uma cadeia sucessiva de cegueira se forma… Uma cegueira, branca, como um mar de leite e jamais conhecida, alastra-se rapidamente em forma de epidemia. O governo decide agir, e as pessoas infectadas são colocadas em uma quarentena com recursos limitados que irá desvendar aos poucos as características primitivas do ser humano. A força da epidemia não diminui com as atitudes tomadas pelo governo e depressa o mundo se torna cego, onde apenas uma mulher, misteriosa e secretamente manterá a sua visão, enfrentando todos os horrores que serão causados, presenciando visualmente todos os sentimentos que se desenrolam na obra: poder, obediencia, ganância, carinho, desejo, vergonha; dominadores, dominados, subjugadores e subjulgados. Nesta quarentena esses sentimentos se irão desenvolver sob diversas formas: lutas entre grupos pela pouca comida disponibilizada, compaixão pelos doentes e os mais necessitados, como idosos ou crianças, embaraço por atitudes que antes nunca seriam cometidas, atos de violência e abuso sexual, mortes,…
Ao conseguir finalmente sair (devido a um fogo posto na camarata de uma grupo dominante, que instalara ainda mais o desespero controlando a comida a troco de todos os bens dos restantes e serviços sexuais) do antigo hospício onde o governo os pusera em quarentena, a mulher que vê depara-se com a ausência de guarda: “a cidade estava toda infectada”; cadáveres, lixo, detritos, todo o tipo de sujidade e imundice se instalara pela cidade. Os cegos passaram a seguir os seus instintos animais, e sobreviviam como nômades, instalando-se em lojas ou casas desconhecidas.
Saramago mostra, através desta obra intensiva e sofrida, as reacções do ser humano às necessidades, à incapacidade, à impotência, ao desprezo e ao abandono. Leva-nos também a refletir sobre a moral, costumes, ética e preconceito através dos olhos da personagem principal, a mulher do médico, que se depara ao longo da narrativa com situações inadmissíveis; mata para se preservar e aos demais, depara-se com a morte de maneiras bizarras, como cadáveres espalhados pelas ruas e incêndios; após a saída do hospício, ao entrar numa igreja, presencia um cenário em que todos os santos se encontram vendados: “se os céus não vêem, que ninguém veja”…
A obra acaba quando subitamente, exatamente pela ordem de contágio, o mundo cego dá lugar ao mundo imundo e bárbaro. No entanto, as memórias e rastros não se desvanecem.
 
No desenvolver de toda obra, Saramago "joga" frases mais fortes e significativas que as outras. Que nos fazem pensar.. “Por que foi que cegámos, Não sei, talvez um dia se chegue a conhecer a razão, Queres que te diga o que penso, Diz, Penso que não cegámos, penso que estamos cegos, Cegos que veem, Cegos que, vendo, não veem”

Sobre a escrita. Interessante na escrita das obras que já li dele é a falta de pontuação, ou a "brincadeira" que ele faz com ela. E o incrível é que dá pra saber a entonação perfeita para a frase, mesmo sem pontos. É uma forma peculiar na escrita porque é usada de uma forma não canónica, apesar de o escritor já fazer parte do cânone literário: falta no texto o travessão para identificar o interlocutor no diálogo e somos apenas ajudados pelo início das falas de cada personagem ser assinalado por uma capitular. Também aqui se vê a frase característica da escrita de Saramago, quase sem pontos finais e cadenciada na pausa por vírgulas.

Sobre a adaptação para o cinema. Ao longo de sua vida, Saramago resistira em ceder os direitos sobre seus livros para o cinema. No entanto, em 2008, uma adaptação de Ensaio sobre a Cegueira foi lançada, dirigida pelo brasileiro Fernando Meirelles. O filme obteve mundialmente críticas mistas, dividindo opiniões. No entanto, o longa-metragem agradou Saramago imensamente. O escritor disse a Meirelles "estar tão feliz de ter visto o filme como estava quando acabou de escrever o livro". Em outra declaração, Saramago disse que "agora conhecia a cara de suas personagens.
Sinceramente, eu adorei a adaptação cinematográfica. Pra mim, foi muitíssimo fiel ao livro e pôde contar com ótimos atores, que atuaram super bem.




Referências: http://www.ciberduvidas.com/idioma.php?rid=1691
http://pt.wikipedia.org/wiki/Ensaio_sobre_a_Cegueira
http://pt.wikipedia.org/wiki/Jos%C3%A9_Saramago
http://imafotogaleria.wordpress.com/2010/06/18/depoimentos-de-jose-saramago-no-filme-janela-da-alma/

terça-feira, 16 de agosto de 2011

Morre lentamente....

Morre lentamente quem não viaja, quem não lê,
quem não ouve música,
quem não encontra graça em si mesmo.

Morre lentamente quem destrói o seu amor-próprio,
quem não se deixa ajudar,
morre lentamente quem se transforma em escravo do hábito,
repetindo todos os dias os mesmos trajetos, quem não muda de marca,
não se arrisca a vestir uma nova cor
ou não conversa com quem não conhece.

Morre lentamente quem faz da televisão o seu guru.

Morre lentamente quem evita uma paixão,
quem prefere o negro sobre o branco e os pontos sobre os "is" em detrimento de um redemoínho de emoções,
justamente as que resgatam o brilho dos olhos, sorrisos dos bocejos, corações aos tropeços e sentimentos.

Morre lentamente quem não vira a mesa quando está infeliz com o seu trabalho,
quem não arrisca o certo pelo incerto para ir atrás de um sonho,
quem não se permite pelo menos uma vez na vida a fugir dos conselhos sensatos.

Morre lentamente, quem passa os dias queixando-se da sua má sorte ou da chuva incessante...
Morre lentamente, quem abandona um projeto antes de iniciá-lo,
não pergunta sobre um assunto que desconhece
ou não responde quando lhe indagam sobre algo que sabe.
Evitemos a morte em doses suaves, recordando sempre que estar vivo exige um esforço muito maior que o simples fato de respirar.
Somente a perseverança fará com que conquistemos um estágio pleno de felicidade"

Pablo Neruda


Muita gente tá morrendo. Morrendo sem perceber. Morrendo sem sentir. Sem ver.

"Eu poderia morrer agora..."


"Eu poderia morrer agora, estou tão feliz. 
Nunca senti isso antes. Estou exatamente onde queria estar."

Brilho eterno de uma mente sem lembranças

"Não sei por onde vou, não sei para onde vou... Sei.. que não vou por aí."

É que às vezes acabamos por conhecer escritores e poetas maravilhosos, mesmo sem querer. Mesmo quando somos obrigados a lê-los... nos encantamos. Nos apaixonamos. E assim aconteceu, e assim acontece. Sempre, comigo. E esta semana me apaixonei por José Regio!

Biografia: José Régio, pseudônimo de José Maria dos Reis Pereira (17/09/1901 - 22/12/1969) foi um escritor português que viveu grande parte da sua vida na cidade de Portalegre (de 1928 a 1967). Foi possivelmente o único escritor em língua portuguesa a dominar com igual mestria todos os géneros literários: poeta, dramaturgo, novelista, contista, ensaísta, cronista, jornalista, crítico, autor literário, memorialista, epistológrafo e historiador da literatura, para além de editor e diretor da influente revista literária Presença, desenhador, pintor, e grande colecionador de arte sacra e popular. Ufa. O cara simplesmente foi um gênio!
Fundou a revista Presença em 1927, que veio a ser publicada, irregularmente, durante treze anos. Esta revista veio a marcar o segundo modernismo português, que teve como principal impulsionador e ideólogo José Régio. Este também escreveu em jornais como Seara Nova, Ler, O Comércio do Porto e o Diário de Notícias. Foi neste mesmo ano que José Régio começou a lecionar num liceu no Porto, até 1928, e a partir desse ano em Portalegre, onde esteve quase quarenta anos. Em 1966, Régio voltou para Vila do Conde, onde veio a morrer em 1969.


Há um poema de José Regio que simplesmente amei. E amei mais ainda por ver interpretações maravilhosas do poema.



Cântico Negro

"Vem por aqui" - dizem-me alguns com os olhos doces
Estendendo-me os braços, e seguros
De que seria bom que eu os ouvisse
Quando me dizem: "vem por aqui!"
Eu olho-os com olhos lassos,
(Há, nos olhos meus, ironias e cansaços)
E cruzo os braços,
E nunca vou por ali...

A minha glória é esta:
Criar desumanidade!
Não acompanhar ninguém.
- Que eu vivo com o mesmo sem-vontade
Com que rasguei o ventre à minha mãe

Não, não vou por aí! Só vou por onde
Me levam meus próprios passos...

Se ao que busco saber nenhum de vós responde
Por que me repetis: "vem por aqui!"?

Prefiro escorregar nos becos lamacentos,
Redemoinhar aos ventos,
Como farrapos, arrastar os pés sangrentos,
A ir por aí...

Se vim ao mundo, foi
Só para desflorar florestas virgens,
E desenhar meus próprios pés na areia inexplorada!
O mais que faço não vale nada.

Como, pois sereis vós
Que me dareis impulsos, ferramentas e coragem
Para eu derrubar os meus obstáculos?...
Corre, nas vossas veias, sangue velho dos avós,
E vós amais o que é fácil!
Eu amo o Longe e a Miragem,
Amo os abismos, as torrentes, os desertos...

Ide! Tendes estradas,
Tendes jardins, tendes canteiros,
Tendes pátria, tendes tectos,
E tendes regras, e tratados, e filósofos, e sábios...
Eu tenho a minha Loucura !
Levanto-a, como um facho, a arder na noite escura,
E sinto espuma, e sangue, e cânticos nos lábios...

Deus e o Diabo é que guiam, mais ninguém.
Todos tiveram pai, todos tiveram mãe;
Mas eu, que nunca principio nem acabo,
Nasci do amor que há entre Deus e o Diabo.

Ah, que ninguém me dê piedosas intenções!
Ninguém me peça definições!
Ninguém me diga: "vem por aqui"!
A minha vida é um vendaval que se soltou.
É uma onda que se alevantou.
É um átomo a mais que se animou...
Não sei por onde vou,
Não sei para onde vou
- Sei que não vou por aí! 

terça-feira, 9 de agosto de 2011

O dia do Curinga

E há tempos não comento sobre livros que li. Ou que leio. Que tô lendo. Ou que quero ler. hihihi
Então, resolvi comentar um pouquinho sobre um em especial.. O DIA DO CURINGA.


É um livro do autor Jostein Gaarder. O mesmo autor de um outro livro magnífico. "O mundo de Sofia". Que talvez comente por aqui depois.

Sinopse:
'Você já pensou que num baralho existem muitas cartas de copas e de ouros, outras tantas de espadas e de paus, mas que existe apenas um curinga?', pergunta à sua mãe certa vez a jovem protagonista de O mundo de Sofia. Esse é o ponto de partida deste outro livro de Jostein Gaarder, a história de um garoto chamado Hans-Thomas e seu pai, que cruzam a Europa, da Noruega à Grécia, à procura da mulher que os deixou oito anos antes. No meio da viagem, um livro misterioso desencadeia uma narrativa paralela, em que mitos gregos, maldições de família, náufragos e cartas de baralho que ganham vida transformam a viagem de Hans-Thomas numa autêntica iniciação à busca do conhecimento - ou à filosofia. 
(sinopse retirada do site da Livraria Cultura)

Como li primeiro "O mundo de Sofia", por recomendações e me encantei. Resolvi lê-lo também. E não foi diferente.  É lindo. Cheio de conhecimentos. Viagem pura.
Então aí vão alguns trechinhos do livro que me fizeram parar pra pensar um pouco... que me agradaram.. :

"Todos nós somos uns anõezinhos muito estranhos. Anões misteriosos que aparecem de repente nas pontes de Veneza"

"As novidades como você sabe, despertam a atenção e depois caem no esquecimento"

"A ira se tornou pra mim o melhor remédio contra tristeza"

"Meu pai se considerava, ele mesmo, um curinga"

"...ele se considerava uma espécie de curinga dentro de um baralho"

"Só o curinga do jogo não se deixa iludir"

"O mundo inteiro parecia estar dentro do meu corpo, sim, eu parecia ser o corpo do mundo"

"Um curinga é um pequeno bobo da corte, uma figura diferente de todas as outras. Não é nem de paus, nem de ouros, nem de copas, nem de espadas. É um caso à parte."

"Até o menor dos animais é uma pessoa"

"O ruído das borboletas era como música"

"Existem cerca de cinco bilhões de pessoas neste planeta. Mas a gente acaba se apaixonando por uma determinada pessoa e não quer trocá-la por nenhuma outra."

"_O que ensinam pra você na escola?
_A ficar sentado na carteira sem perguntar nada. E está aí uma coisa tão difícil que a gente precisa de anos pra aprender."

domingo, 7 de agosto de 2011

De ontem em diante

De ontem em diante serei o que sou no instante agora
Onde ontem, hoje e amanhã são a mesma coisa
Sem a idéia ilusória de que o dia, a noite e a madrugada
são coisas distintas
Separadas pelo canto de um galo velho
Eu apóstolo contigo que não sabes do evangelho
Do versículo e da profecia
Quem surgiu primeiro? o antes, o outrora, a noite ou o dia?
Minha vida inteira é meu dia inteiro
Meus dilúvios imaginários ainda faço no chuveiro!

Minha mochila de lanches?
É minha marmita requentada em banho Maria!
Minha mamadeira de leite em pó
É cerveja gelada na padaria
Meu banho no tanque?
É lavar carro com mangueira
E se antes, um pedaço de maçã
Hoje quero a fruta inteira
E da fruta tiro a polpa... da puta tiro a roupa
Da luta não me retiro
Me atiro do alto e que me atirem no peito
Da luta não me retiro...
Todo dia de manhã é nostalgia das besteiras que fizemos ontem

Teatro Mágico

sexta-feira, 5 de agosto de 2011

Sonhos de um coração apaixonado...


"Poderíamos casar, teríamos um apartamento, tomaríamos café as cinco da tarde, discordaríamos quanto a cor das cortinas, não arrumaríamos a cama diariamente, a geladeira seria repleta de congelados e coca-cola, o armário, de porcarias, adiaríamos o despertador umas trinta vezes, sentaríamos na sala de pijama e pantufas, sairíamos pra jantar em dia de chuva e chegaríamos encharcados, nos beijaríamos no meio de alguma frase, você pegaria no sono com a mão no meu cabelo e eu, escutando sua respiração. Eu riria sem motivo e você perguntaria porque, eu não responderia, saberíamos."

Caio Fernando Abreu

Aonde está você? (...) Me chama (....)

Aonde está você?
Me telefona
Me Chama! Me Chama!
Me Chama...
Nem sempre se vê!
Mágica no absurdo
Mágica no absurdo
Mágica!
Lobão

quinta-feira, 4 de agosto de 2011

Meu amor, cadê você?

"Eu ando pelo mundo
Prestando atenção em cores
Que eu não sei o nome
Cores de Almodóvar
Cores de Frida Kahlo
Cores!"
 
"Meu amor, cadê você? 
Eu acordei não tem ninguém ao lado" 
Adriana Calcanhoto




Será que a gente é louca ou lúcida quando quer que tudo vire música?

"Eu
dizia “apareça”, quando apareceu, não esperava. Um dia me beijou e
disse “não me esqueça”, foi embora e só esqueci metade. Nada disso tem
moral nem tem lição, curto as coisas que acendem e apagam, e se acendem
novamente em vão. Será que a gente é louca ou lúcida quando quer que
tudo vire música? De qualquer forma, não me queixo, o inesperado quer
chegar: eu deixo."
Adriana Calcanhoto

O amor espera!! O amor espera??


"Não se afobe, não
Que nada é pra já
O amor não tem pressa
Ele pode esperar em silêncio
Num fundo de armário
Na posta-restante
Milênios, milênios
No ar"
Chico Buarque

Das coisas que eu gosto...

" Gosto muito de ficar sozinho olhando o mar. Gosto muito de futebol. Gosto muito da meditação vazia, sem rumo. Gosto de ficar remexendo na memória, sou maravilhado com o passado."
Nelson Rodrigues.
Gostos são simples. Gostar é simples assim. O cheiro do café a passar. Cheiro de páginas de livros. Vento nos cabelos. O aconchego de um abraço. Uma música que faz querer dançar. Fruta fresca. Água gelada. O cheiro que tem o ar quando a chuva vem. Aqueles filmes que emocionam. Pessoas que amam. Pessoam que sentem. Gosto de sorrisos, ainda mais gargalhadas. Gosto de acordar sentindo cheiro de pão. Gosto de deitar na grama. Ficar embaixo de árvores. Subir em árvores. Gosto de mãos dadas. De beijos apaixonados. Gosto surpresas. Natureza. Sol. Lua. Gosto do dia. Da noite. Gosto de viver. Gosto da vida.
Nina
" O meu mundo não é como o dos outros, quero demais, exijo demais; há em mim uma sede de infinito, uma angústia constante que eu nem mesma compreendo, pois estou longe de ser uma pessoa; sou antes uma exaltada, com uma alma intensa, violenta, atormentada, uma alma que não se sente bem onde está, que tem saudade… sei lá de quê! [...] Nunca fui como todos, nunca tive muitos amigos, nunca fui favorita, nunca fui o que meus pais queriam, nunca tive alguém que amasse... Mas tive somente a mim, a minha absoluta verdade, meu verdadeiro pensamento, o meu conforto nas horas de sofrimento... Não vivo sozinha porque gosto e sim porque aprendi a ser só... "


Florbela Espanca

quinta-feira, 21 de julho de 2011

"Não sou pra todos. Gosto muito do meu mundinho. Ele é cheio de surpresas, palavras soltas e cores misturadas. Às vezes tem um céu azul, outras tempestade. Lá dentro cabem sonhos de todos os tamanhos. Mas não cabe muita gente. Todas as pessoas que estão dentro dele não estão por acaso. São necessárias."

Caio Fernando Abreu

Ainda sobre palavras...

"As palavras saem quase sem querer, Rezam por nós dois. Tome conta do que vai dizer. Elas estão dentro dos meus olhos/ Da minha boca, dos meus ombros/ Se quiser ouvir/ É fácil perceber (...)"

Vanessa da Mata

Sobre palavras...

"Quando se deseja realmente dizer alguma coisa, as palavras são inúteis. Remexo o cérebro e elas vêm, não raras, mas toneladas. Deixam sempre um gosto de poeira na boca - a poeira do que se tentava expressar, e elas dissolveram. Quanto mais palavras ocorrem para vestir uma idéia, mais essa idéia resiste a ser identificada. As sucessivas roupas sufocam a sua nudez. E todas as palavras são uma grande bolha de sabão, às vezes brilhante, mas circundando o vazio." 
Caio Fernando Abreu

quarta-feira, 20 de julho de 2011

Dia do amigo

Bom.. dia do amigo.. nunca gosto destas datas "dia do amigo", "dia das crianças", "dia do rock", dia das mães", "dia dos pais", "dia da felicidade", "dia da igualdade" e por aí vai... Porque durante doze meses, 365 dias, apenas em 1 mísero dia ... você quer demonstrar algo? Vai dizer à tua mãe que a ama apenas porque é dia das mães? Vai respeitar o próximo porque é dia da igualdade? Vai dar um presente à tua filha porque é dia das crianças? Vai ouvir boa música porque é dia do rock? O nome disso é hipocrisia. Pessoas nas redes sociais que mal falam contigo durante todo ano de repente no dia 20 de julho resolve te mandar depoimentos, recados, mensagens ou até te ligar pra dizer que "te adora" e que você é um bom amigo e blablabla.. enfim. Acho que devemos mostrar, sentir, demonstrar TODOS OS DIAS independentemente de datas.
Mas para não ser tão chata assim...... (risos)
FELIZ DIA DO AMIGO!



Minha definição de amigo. Posso ser chichê, talvez. Estão avisados. Então..Amigo. Pode não parecer uma palavra forte ou significativa, mas pra mim tem um peso enorme. Se eu disser que você é meu amigo, pode saber que é verdadeiro. Não consigo chamar alguém que conheci ontem de amigo. Amigo está contigo aconteça o que acontecer. Amigo briga. Amigo "paga sapo" pra você quando faz algo de errado. Amigo opina. Amigo defende. Amigo acompanha. Amigo ensina e aprende contigo. Amigo se diverte ao teu lado. Amigo diz sempre a verdade pra você. Claro que se preocupa se a verdade te machucará ou não. Mas diz a verdade. Amigo quer te ver feliz. Amigo é cúmplice. Amigo é companheiro. Amigo não precisa ficar dizendo que te ama todo o tempo. Não precisa. Pois se ele realmente ama, você saberá, com certeza. Amigo gosta de estar ao teu lado mesmo que for pra fazer coisas simples. Amigo vê filmes com você, chora com você, ri com você. Amigo não precisa ficar falando palavras bonitas e blablabla. Um abraço amigo vale muito mais. E você que é amigo e que tem um amigo sabe disso. Tenho muitos colegas. Todo mundo tem. Colegas de trabalho. Colegas de faculdade. Colegas de rua. Colegas e mais colegas. Você compartilha coisas com colegas também. Mas o necessário. Diferentemente do amigo. Você compartilha detalhes da tua vida. compartilha tuas alegrias e tristezas. Emfim.. Tenho poucos amigos, mas eles são os melhores, com certeza!
Feliz dia do amigo pra você que sabe ser um!

Nina


"Tenho amigos tão bonitos.
Ninguém suspeita, mas sou uma pessoa muito rica"

 

CFA
 (um pouquinho dos meus amigos)
Abençoados os que possuem amigos, os que os têm sem pedir.
Porque amigo não se pede, não se compra, nem se vende.
Amigo a gente sente!

Benditos os que sofrem por amigos, os que falam com o olhar.
Porque amigo não se cala, não questiona, nem se rende.
Amigo a gente entende!

Benditos os que guardam amigos, os que entregam o ombro pra chorar.
Porque amigo sofre e chora.
Amigo não tem hora pra consolar!

Benditos sejam os amigos que acreditam na tua verdade ou te apontam a realidade.
Porque amigo é a direção.
Amigo é a base quando falta o chão!

Benditos sejam todos os amigos de raízes, verdadeiros.
Porque amigos são herdeiros da real sagacidade.
Ter amigos é a melhor cumplicidade!


[ Machado de Assis ]

quarta-feira, 13 de julho de 2011

E tudo mudou...


E tudo mudou...



O rouge virou blush
O pó-de-arroz virou pó-compacto
O brilho virou gloss

O rímel virou máscara incolor
A Lycra virou stretch
Anabela virou plataforma
O corpete virou porta-seios
Que virou sutiã
Que virou lib
Que virou silicone

A peruca virou aplique, interlace, megahair, alongamento
A escova virou chapinha
"Problemas de moça" viraram TPM
Confete virou MM

A crise de nervos virou estresse
A chita virou viscose.
A purpurina virou gliter
A brilhantina virou mousse

Os halteres viraram bomba
A ergométrica virou spinning
A tanga virou fio dental
E o fio dental virou anti-séptico bucal

Ninguém mais vê...

Ping-Pong virou Babaloo
O a-la-carte virou self-service

A tristeza, depressão
O espaguete virou Miojo pronto
A paquera virou pegação
A gafieira virou dança de salão

O que era praça virou shopping
A areia virou ringue
A caneta virou teclado
O long play virou CD

A fita de vídeo é DVD
O CD já é MP3
É um filho onde éramos seis
O álbum de fotos agora é mostrado por email

O namoro agora é virtual
A cantada virou torpedo
E do "não" não se tem medo
O break virou street

O samba, pagode
O carnaval de rua virou Sapucaí
O folclore brasileiro, halloween
O piano agora é teclado, também

O forró de sanfona ficou eletrônico
Fortificante não é mais Biotônico
Bicicleta virou Bis
Polícia e ladrão virou counter strike

Folhetins são novelas de TV
Fauna e flora a desaparecer
Lobato virou Paulo Coelho
Caetano virou um chato

Chico sumiu da FM e TV
Baby se converteu
RPM desapareceu
Elis ressuscitou em Maria Rita?
Gal virou fênix
Raul e Renato,
Cássia e Cazuza,
Lennon e Elvis,
Todos anjos
Agora só tocam lira...

A AIDS virou gripe
A bala antes encontrada agora é perdida
A violência está coisa maldita!

A maconha é calmante
O professor é agora o facilitador
As lições já não importam mais
A guerra superou a paz
E a sociedade ficou incapaz...

... De tudo.

Inclusive de notar essas diferenças

Luis Fernando Veríssimo